quinta-feira, 12 de julho de 2012

Biólogos portugueses publicam em site da Nature (Primatas selvagens da Guiné-Bissau seriamente ameaçados)


Biólogos portugueses publicam em site da Nature
Três biólogos portugueses, doutorados da Universidade de Cardiff (Reino Unido), foram convidados a publicar, na plataforma Nature Education Knowledge, uma recensão sobre a utilização de análises não invasivas de ADN aplicadas à conservação de primatas. Esta publicação insere-se num projeto da revista Nature que é uma das revistas mais prestigiadas do mundo na área da investigação da natureza.

Os três investigadores estiveram um ano na Guiné-Bissau onde estudaram e aplicaram com sucesso estas técnicas a populações selvagens de macacos colobus, babuínos e chimpanzés, através da análise não invasiva de ADN que consiste na examinação de fezes, urina, cabelos e outros vestígios orgânicos.

Os dados resultantes da análise destes resíduos pode ir muito além do que o público em geral pode pensar, permitindo aos investigadores perceber, entre outros dados importantes, até que ponto aquela população de primatas selvagens (indivíduos habitualmente difíceis de identificar e acompanhar de perto) está protegida ou ameaçada

Uma das investigadoras, Tânia Minhós, explicou ao Boas Notícias que esta análise permite, por exemplo, “calcular os níveis de diversidade genética e o grau de consanguinidade” que revelam aos cientistas "quão ‘saudável’ é determinada população, uma vez que quanto menor a diversidade genética e maior a consanguinidade mais ameaçada está a população”.

A bióloga esclarece ainda que a partir do ADN se pode “perceber taxas de migração e deduzir o quanto a população está ou não isolada de outras, já que, se a taxa de migração for muito baixa significa que a população está a ficar isolada".

Por fim, esta análise não invasiva permite “calcular o tamanho da população, no momento presente e no passado, e assim perceber se aquela comunidade está em decréscimo ou em expansão”.
A publicação deste trabalho na plataforma Nature Education Knowledge insere-se num projeto da revista Nature que visa a criação de um suporte de estudo online de livre acesso para estudantes universitários, abrangendo as mais diversas áreas de conhecimento.

O convite para escrever sobre o tema “A genética como ferramenta da conservação de primatas” foi dirigido, inicialmente, ao orientador de doutoramento dos três investigadores - o professor Mike Bruford, da Universidade de Cardiff - que imediatamente propôs à equipa de portugueses a colaboração na escrita do artigo.

Primatas selvagens da Guiné-Bissau seriamente ameaçados

Os dados dos estudos desta equipa indicam que as populações de chimpanzés, babuínos e colobus da Guiné-Bissau se "encontram seriamente ameaçadas pela destruição das florestas e pela caça ilegal", contam os investigadores ao Boas Notícias.

Assim, a equipa identificou as áreas prioritárias em termos de conservação e forneceu pistas com diferentes soluções para cada espécie. Estes resultados vão, em breve, ser divulgados noutras revistas científicas.

As fontes de ADN não invasivo começaram a ser usadas em alternativa às fontes invasivas (como os tecidos ou o sangue de animais) desde que, nos anos 80, os cientistas descobriram que a raiz de um cabelo humano continha Informação genética suficiente para ser usada na reação de PCR (Polymerase Chain Reaction), que permite gerar milhões de cópias de ADN a partir de uma simples molécula.

A equipa de investigadores que redigiu o artigo, sob orientação de Mike Bruford, é composta pelos especialistas em genética da conservação Tânia Minhós, Rui Sá e Joana Silva (na foto acima). A investigação na Guiné Bissau contou ainda com a colaboração do Projecto Dári, liderado pelas investigadoras Cláudia Sousa, da Universidade Nova de Lisboa, e Catarina Casanova da Universidade Técnica de Lisboa.

Fonte: Novas da Guiné Bissau

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Contingente Policial da ONU em Guiné

O contingente policial da ONU, integrado por vários países, é chefiado pelo  superintendente geral da Polícia Nacional de Cabo Verde, Carlos Graça, que há pouco tempo desempenhou as funções de  Director Nacional da PN.
A Inforpress falou, hoje, a partir da Ci
dade da Praia, com dois policiais cabo-verdianos  que integram o contingente da ONU, sendo ele  a chefe de esquadra Antonieta Cunha e o subcomissário Roberto Fernandes.

Antonieta Cunha, a primeira mulher cabo-verdiana a integrar um contingente policial das Nações Unidas, em declarações à Inforpress, mostrou-se “satisfeita” com a missão que está a cumprir em Bissau.

“Estou muito orgulhosa desta missão”, declarou Antonieta Cunha que fez parte do primeiro grupo de mulheres que há 20 anos ingressou nas fileiras  da Polícia cabo-verdiana.

Segundo ela, a missão em terras guineenses não só dignifica Cabo Verde, como também prestigia a instituição de que faz parte, ou seja, a Polícia Nacional.

Instada sobre o relacionamento entre os policiais cabo-verdianos e os dos outros países que fazem parte do contingente das Nações Unidas, Antonieta Cunha considerou “muito bom”.

Do ponto de vista dela, o intercâmbio está  a servir para a “troca de experiências” entre o pessoal da Polícia dos vários países que integram o contingente.

“Chegámos a Bissau no dia 10 de Maio, mas parece que já estamos cá há mais de um ano”, enfatizou a policial cabo-verdiana, para reforçar a ideia de como está a ser o relacionamento entre os policiais dos vários estados que se encontram na Guiné-Bissau.

O subcomissário da PN, Roberto Fernandes, é um outro cabo-verdiano que está ao serviço da ONU em terras guineenses.
Em conversa com a Inforpress, não escondeu a sua satisfação por fazer parte da “histórica missão” da Polícia Nacional ao serviço da ONU no exterior.

“Estou muito contente, pois trata-se de uma experiência muito agradável”, enfatizou Fernandes que destacou o facto de se encontrar entre colegas de várias nacionalidades, o que, segundo ele, lhes permite partilhar pontos de vista diferentes.

Os cabo-verdianos estão na Guiné-Bissau no quadro da reforma das forças de segurança deste país vizinho de Cabo Verde promovida pelas Nações Unidas.

O contingente policial da ONU é integrado por 16 elementos. Além dos três cabo-verdianos, a unidade é composta por oficiais de Colômbia (3), Espanha (2), Timor Leste (2), Angola (1), Moçambique (1), Portugal (1), Zimbabué (1), Uruguai (1) e Ruanda (1).

Depois de Bissau, o contingente da ONU dispõe de mais duas delegações nas localidades de Bafatá e Mansoa.

A polícia da ONU na Guine Bissau está integrada no departamento de Reforma do Sector de Defesa e Segurança do UNIOGBIS. LC

Fonte: Novas da Guiné Bissau (www.novasdaguinebissau.blogspot.com.br)

URGENTE: Data de Encontro Alterado

Pelos motivos da força maior o nosso encontro não será mais nesta final de semana (13-15), mas foi adiado para dia 27-29 deste mês. Contamos com a tua presença.

sábado, 7 de julho de 2012

Alunos guineenses em Ceará, Brasil, correm o risco de deportação por causa do atraso no pagamento de propinas

Trezentos alunos de Guiné-Bissau matriculados em faculdade no Ceará estão em situação irregular devido a atraso no pagamento das mensalidades, de acordo com o Ministério Público Federal no Ceará. Segundo a procuradora da Justiça Nilce Cunha, que se reuniu com os estudantes para resolver a situação de irregularidade, os alunos têm dificuldade para receber dinheiro enviado da família de Guiné-Bissau após o golpe de estado no país, em 12 de abril deste ano. Se não tiverem vínculo com as escolas, eles podem ter de sair do país.

"Depois do golpe fica mais difícil para a família mandar dinheiro. Com a situação política no país deles, as famílias ficam desempregadas, fica um clima de terrorismo e demora muito até eles receberam o dinheiro, por isso atrasam", explica Nilce. Segundo as regras vigentes, pessoas com passaporte de estudante devem efetuar o pagamento de mensalidade para serem considerados legais no país. Com os atrasos, os alunos estão em situação ilegal no Brasil.

Os estudantes em situação irregular formaram um grupo para pedir apoio ao Ministério Público Federal no Ceará nesta semana. A procuradora lembra que os alunos são pobres e “depositam toda a esperança do futuro em um curso superior”. “Eles vêm de um país pobre, em Guiné-Bissau não há nenhuma faculdade. Eles já disseram que não voltam ao país sem terminar a faculdade”, diz.

'Propaganda enganosa'

A procuradora investiga também se há propaganda enganosa por parte de faculdades privadas no Ceará, que anunciam os cursos em Guiné-Bissau. "Eles mostram um gráfico informando quanto cada aluno vai gastar, prometem assistência, um alojamento, mas quando chegam aqui, se deparam com outra situação, sem alojamento e com mais custos", diz a procuradora.

Nilce Cunha agendou para segunda-feira (9) uma reunião com representantes de três faculdade onde 300 alunos de Guiné-Bissau estão em situação irregular. A procuradora vai propor a redução de multas e juros de mensalidades atrasadas e que regularize a situação de pagamento nos cursos para que os alunos sejam considerados legais no país.
A procuradora diz ainda que, devido à falta de condição de pagamento dos cursos, alguns alunos abandonaram a faculdade e trabalham de forma irregular no Ceará, já que estrangeiros com visto de estudante no Brasil não podem exercer trabalho remunerado no país, com exceção de estágios acadêmicos. Nilce diz que os alunos se queixam de terem recebidos promessas de estágios remunerados, que não conseguiram. "Não há o menor comprometimento das faculdade em inserir esses alunos nas empresas", diz.


Fonte: Ditadura do Consenso (www.ditaduradoconsenso.blogspot.com.br)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Instabilidade política em Guiné-Bissau interrompe ajuda do Brasil

Belo Horizonte — O esforço brasileiro para ajudar os países da África, especialmente a Guiné-Bissau — assumido como prioridade pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva e encampado pela presidente Dilma Rousseff —, esbarra em turbulências políticas internas de países no lado ocidental daquele continente. Um exemplo é Guiné-Bissau, onde o Brasil investiu US$ 10,4 milhões ( cerca de R$ 20,8 milhões) em pelo menos 20 projetos sociais e de desenvolvimento econômico e institucional. Lá, todas as iniciativas estão suspensas em razão de um golpe militar promovido pelas forças armadas guineenses no dia 12 do mês passado. E mais grave: os revoltosos pretendiam ocupar o Centro de Formação das Forças de Segurança, construído para qualificar as polícias do país em projeto orçado em US$ 3 milhões, para transformá-lo em uma de suas bases militares.

O centro deveria ter sido inaugurado, com honra e pompas, em abril, mas a solenidade, que teria a presença de representante do governo brasileiro, do Departamento de Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da UNODC (agência das Nações Unidas de combate às drogas e ao crime organizado), foi suspensa em razão da instabilidade política.

Fonte: Novas da Guiné Bissau (www.novasdaguinebissau.blogspot.com.br)

Não perca esta oportunidade você que pode participar


domingo, 1 de julho de 2012

Deus é bom sempre

Este final de semana estamos em Jundiaí com AGUIDETS para três compromissos: sexta estivemos na inauguração do espaço africano no jardim botânico de Jundiaí. Ontem estivemos participando do congresso da igreja Assembleia de Deus Madureira de Jundiaí e hoje os AGUIDETS vão para São Paulo participar do culto na Igreja Missão Rede e eu e a minha família assistiremos o culto na igreja Comunidade Cristã de Jundiaí.