sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Guiné Bissau: António Indjai agora é lavrador e não quer mais nada com armas


O general António Indjai, líder dos militares no golpe de estado de 2012 na Guiné-Bissau, exonerado em setembro, disse hoje que não pensa voltar a pegar em armas para intervir no rumo do país, dedicando-se apenas à agricultura.

“Podem confiar que o general está na lavoura. A pegar numa arma? Não é verdade. Não penso nisso, nem hoje, nem amanhã, para sempre”, referiu numa entrevista em crioulo à RTP África, numa das suas quintas em Bambadinca, leste da Guiné-Bissau.

“Quero ver o país em desenvolvimento, pelo menos para os nossos filhos poderem estudar. Um general vai pensar em problemas a cada dois anos”, questiona.

Na primeira entrevista desde que foi afastado da liderança das forças armadas, Indjai pediu ao governo para esquecer o que está para trás, para trabalharem juntos daqui em diante.

“Lembrar, falar do passado, traz problemas e inimizade. Falo ao povo e governo da Guiné-Bissau para fazermos como o Presidente da República disse: pormos a mão na lama”, uma expressão guineense que significa, “vamos ao trabalho”.

Indjai foi exonerado do cargo de Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMFGA) a 16 de setembro pelo novo Presidente da República, José Mário Vaz, eleito este ano (de par com o novo parlamento e governo), pondo fim ao regime de transição que saiu do golpe de 2012.

O general classifica o Presidente como um amigo de longa data e considera que o seu afastamento da liderança militar faz parte do jogo democrático. “Saí das forças armadas sem problemas, sem nada. Saí porque é assim a democracia”, referiu.

Para além da lavoura (culturas de sésamo e arroz), Indjai diz que espera vir a receber uma pensão de reforma adequada à patente de “general de quatro estrelas”.

“O povo deve ficar tranquilo (…), mas se alguém me expulsar da minha quinta, está a criar um problema: como é que eu vou comer? Tenho a certeza que ninguém vai dizer que eu não posso lavrar a terra”, acrescentou o militar que os norte-americanos ainda querem capturar, por alegado envolvimento no tráfico de droga.

O general faz um pedido ao povo e ao governo da Guiné-Bissau: “que guardem a minha vida para que eu possa trabalhar. Se pensarem que estou a fazer alguma outra coisa, que mandem uma delegação [para verificar]. Não tenho nada”, sublinhou.

Inocente

Na entrevista à RTP África, António Indjai desvaloriza as acusações da justiça dos EUA e volta a dizer-se inocente em relação às suspeitas de tráfico de droga internacional. A 18 de abril de 2013, foi acusado pelos norte-americanos de participação numa operação internacional de tráfico de drogas e armas, processo que se mantém em aberto, recaindo sobre o general um mandado de captura.

A acusação surgiu depois de um antigo líder da Marinha guineense, contra-almirante Bubo Na Tchuto, ter sido detido dias antes, a 04 de abril, em águas internacionais, perto de Cabo Verde, por uma equipa da agência de combate ao tráfico de droga norte-americana, juntamente com outros quatro guineenses.

Indjai foi afastado por José Mário Vaz através de um decreto presidencial que já era esperado nos círculos políticos e militares, dada a saída de cena das figuras que tinham tomado o poder após o último golpe de estado. Lusa


FONTE: Ditadura do Consenso

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Guiné Bissau: PR José Mário Vaz reúne com o Conselho Superior da Defesa

O Presidente José Mário Vaz presidiu, esta terça-feira, a reunião do Conselho Superior da Defesa, na continuidade do anterior, a 28 de novembro findo, em que foram abordadas questões relativas à segurança interna e às fronteiras com os países vizinhos, após o incidente do ministro da Administração Interna já demitido por decreto presidencial.
Terminada a reunião, o conselheiro e porta-voz do PR para os assuntos de imprensa, Fernando Mendonça, revelou que o encontro tratou também da prorrogação do mandato da missão da ECOMIB – força de alerta de CEDEAO, até final de próximo ano.
Fernando Mendonça adiantou que, devido a ausência da ministra da Defesa Nacional na reunião, por se encontrar em missão de serviço no exterior, “um dos pontos discutido foi fundamentalmente a prorrogação do mandato da ECOMIB, de 01 de janeiro até 31 de dezembro de 2015. O presente mandato finda no próximo dia 31”, concluiu.
FONTE: www.gbissau.com(Bombolom-FM, 9 de Dezembro de 2014)

Guiné Bissau: TAP não regressa a Bissau "porque a procura é muito baixa"


O presidente da TAP, Fernando Pinto, disse hoje que a companhia aérea nacional ainda não retomou os voos para Guiné-Bissau, suspensos há um ano, porque a procura é muito baixa, o que será reavaliado no início do próximo ano. "A razão principal é mercado mesmo. Chegámos a fazer uma pesquisa para ver como estavam as possibilidades, mas temos uma procura muito baixa do mercado", disse hoje o gestor, quando questionado sobre o retomar dos voos para a Guiné-Bissau, suspensos em dezembro de 2013 na sequência do embarque forçado pelas autoridades guineenses de 74 sírios no aeroporto de Bissau rumo a Lisboa.

Fernando Pinto adiantou que, quando a TAP suspendeu a operação, "outras empresas" assumiram a sua posição e, por isso, houve "uma queda muito forte da procura". "Então vimos que não era ainda possível retornar ao mercado. No início do próximo ano tem que ser muito bem analisada para ver se a rota vale a pena", acrescentou.

Sobre o que levou à suspensão da operação, Fernando Pinto disse já ter "a garantia das autoridades que as condições de segurança estão reunidas". Na altura da suspensão dos voos a TAP considerou que só retomaria os voos - que eram três semanais -, depois de as autoridades guineenses garantirem medidas de segurança no aeroporto, que a companhia considera ter sido quebrada com o incidente.

Depois de assinado o protocolo, a companhia chegou a vender bilhetes para a retoma da ligação a partir de 26 de outubro, mas entretanto cancelou a operação, sem mais explicações. As ligações diretas entre Portugal e a Guiné-Bissau são agora feitas pela companhia Euroatlantic com um voo semanal às sextas-feiras.


FONTE: Ditadura do Consenso

Guiné Bissau ANP aprova OGE com 81 votos a favor e uma abstenção

O parlamento guineense aprovou, esta segunda-feira, o Orçamento-Geral do Estado (OGE-2015) com 81 votos, zero contra e uma abstenção.
O OGE ora aprovado está um pouco acima dos 4 mil milhões e meio de francos Cfa, ou seja, 4,575 mil milhões.
O deputado Amizade Fará Mendes, presidente do Conselho de Administração da ANP, foi quem procedeu à apresentação os números e justificou a razão do seu aumento na ordem de 30 por cento em relação ao OGE retificativo anterior. “As perspetivas da ANP para o presente ano económico levaram à adoção de um orçamento na ordem de 4.000.000. 575 francos CFA. Comparativamente ao orçamento de 2014, registou-se um aumento na ordem de 1,057 milhões de francos Cfa em termos absolutos, significando um acréscimo de 30 por cento em termos relativos”, vincou.
Para a cobertura deste orçamento, avançou Amizade Fará Mendes, o governo vai financiar 88 por cento do valor global e o restante será assumido pela direção superior da ANP, recorrendo aos parceiros e amigos desta instituição para garantir o funcionamento regular dos serviços.
Entretanto, de acordo com a mesma fonte, este aumento deveu-se, entre outros fatores nomeadamente relacionados com despesas de pessoal, a um o aumento na ordem de 927 milhões de francos CFA resultante de novos ingressos e contratados. Aparecem ainda despesas de representação com um aumento na ordem de 883 milhões de francos CFA, resultantes da criação de condições para os deputados manterem contatos regulares com os seus eleitorados.
FONTE: www.gbissau.com  (Bombolom-FM, 8 de Dezembro de 2014)

domingo, 7 de dezembro de 2014

Portugal acredita que a Guiné-Bissau está mais preparada para travar o vírus do ébola

O Embaixador de Portugal na Guiné-Bissau disse esta quinta-feira, 4 de Dezembro, que o país se encontra agora mais preparado para se defender contra o eventual surgimento de casos de ébola.

António Leão Rocha falava à PNN depois da cerimónia de entrega de ajuda pela Embaixada do seu país à Câmara Municipal de Bissau, nomeadamente produtos de higiene, desinfecção e bens alimentares, no quadro da prevenção do ébola. 

«De facto a Guiné-Bissau está neste momento muito mais preparada, de uma forma muito segura para, em caso do vírus do ébola entrar no país, poder reagir e dar uma resposta adequada nesse sentido», disse Leão Rocha.

O diploma português destacou a importância desta ajuda para os serviços de saneamento da Câmara Municipal de Bissau, cuja cerimónia de entrega foi presenciada pelo Secretário de Estado do Ordenamento do Território, Abu Camará, e pelo Presidente da Câmara Municipal de Bissau, Adriano Ferreira.

Sobre a epidemia do ébola, o Governo da Guiné-Bissau comunicou esta quinta-feira, 4 de Dezembro, a abertura das suas fronteiras nacionais a partir de 9 de Dezembro.
A decisão surgiu na sequência de uma reunião do Conselho de Ministros com alguns parceiros internacionais da Guiné-Bissau no país, onde esteve em destaque a questão da reabertura das fronteiras.

Os Chefes de Estado da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) recomendaram, na sua última cimeira realizada no Gana, a reabertura das fronteiras com os países mais afectados pela doença, a Guiné Conacri, a Serra-Leoa e a Libéria, como forma de se evitar a estigmatização das suas populações.

A reunião desta quinta-feira do Conselho de Ministros serviu igualmente para o Chefe do Governo, Domingos Simões Pereira, agradecer a solidariedade da comunidade internacional na implementação da estratégia do país para a prevenção do vírus, do qual não há registo na Guiné-Bissau.

A coordenadora residente do sistema das Nações Unidas, Maria do Valle Ribeiro, saudou a decisão do Governo e reiterou o apoio às iniciativas do Executivo no âmbito dos esforços de preparação de uma resposta face à eventualidade de a doença chegar ao país.: 

(c) PNN Portuguese News Network

FONTE: Bissau Digital

GUINÉ BISSAU: Quatro embaixadores apresentam cartas credenciais ao Presidente da República

Quatro embaixadores extraordinários e plenipotenciários apresentaram esta sexta-feira, 5 de Dezembro, as cartas credenciais que os acreditam como representantes dos respectivos países junto do Estado da Guiné-Bissau.

Fernando Apparicio da Silva, da República Federativa do Brasil, António Leão Rocha, de Portugal, Pierre Voilley, de França e Noel Noa Lehoko, da República da África do Sul, apresentaram hoje as cartas credenciais ao Presidente da Guiné-Bissau.

Em declarações à PNN, Fernando Apparicio da Silva destacou que a Guiné-Bissau é um país importante para o Brasil, sublinhando que as relações entre os dois Estados sempre foram boas e que os dois vão continuar o diálogo na cena internacional. 

«Os nossos países têm relações históricas. Temos, ao longo dos anos, passado diferentes momentos da vida política entre os nossos dois Estados», referiu.

Apparicio da Silva aproveitou a ocasião ainda para informar que o momento é de retoma da agenda de cooperação, como sempre foi entre o Brasil e a Guiné-Bissau.

António Leão Rocha, Embaixador de Portugal, anunciou que todos os programas de cooperação entre o seu país e a Guiné-Bissau vão ser retomados.

«Todos os projectos vão ser retomados e muitos outros que vamos ter como novos projectos», disse o diplomata português.

Leão Rocha informou que está para breve o início de uma a acção de formação para os agentes do Serviço de Migração e Fronteiras da Guiné-Bissau em Portugal, tal como acontece desde o início do mês de Dezembro, entre os Polícias da Ordem Pública e os elementos da Guarda Nacional.

Em relação ao Embaixador de França, Pierre Voilley, e da África do Sul, Noel Noa Lehoko, ambos manifestaram igualmente os interesses dos seus países na cooperação com a Guiné-Bissau.
De referir que estas foram as primeiras cartas credenciais entregues ao Presidente da República José Mário Vaz, desde que tomou posse, a 23 de Junho.

(c) PNN Portuguese News Network

FONTE: Bissau Digital

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

(Aprodel), da Guiné-Bissau, foi premiada pela Nações Unidas (ONU)

A Associação de Profissionais para o Desenvolvimento Local e Promoção Económica (Aprodel), da Guiné-Bissau, foi premiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) por um projeto que levou quase 600 mulheres guineenses a conseguirem um título de propriedade para as terras que cultivam na região de Casamance, no norte do país.

A distinção de Melhor Prática de Meio Ambiente foi também atribuída à Alianza por la Solidaridad, organização não-governamental espanhola que trabalha em associação com a Aprodel, e irá dar às duas associações um apoio de 30 mil euros, num prémio entregue pela agência UNHabitat no Dubai.



No caso da Alianza por la Solidaridad, esta mereceu o prémio devido à campanha que está a lançar em Espanha para que os espanhóis se envolvam na doação de 10 hectares que possam permitir a mais mil mulheres serem proprietárias das suas terras na Guiné-Bissau, de acordo com a organização.

FONTE: Novas da Guiné Bissau