segunda-feira, 20 de julho de 2015

Cabo Verde/Guiné-Bissau: acabou a dupla tributação


Os governos da Guiné-Bissau e Cabo Verde rubricaram hoje acordos para evitar a dupla tributação, evasão fiscal e ainda no domínio sanitário, anunciaram os chefes de governo dos dois países. Os acordos foram rubricados no final de uma visita de trabalho de quatro dias à Guiné-Bissau do primeiro-ministro de Cabo Verde, José Mária Neves.

Para além do entendimento ao nível da fiscalidade, Cabo Verde vai formar técnicos guineenses para o país ter um laboratório de controlo de qualidade de pescado, entre outras valências. Os dois governos acordaram também sobre a possibilidade de realizar cimeiras de dois em dois anos.

O primeiro-ministro cabo-verdiano manifestou ainda vontade de ver alguns municípios do arquipélago geminados com a ilha guineense de Bolama, na sequência da sua visita a outras duas ilhas, Bubaque e Rubane. As ligações marítimas entre os dois países poderão também ser retomadas ainda este ano.

Por outro lado, a empresa Inpharma rubricou um memorando de entendimento com o Ministério da Saude Pública guineense para o fabrico de medicamentos na Guiné-Bissau. José Mária Neves destacou o trabalho em curso na Guiné-Bissau, um país que disse estar a "reerguer-se depois de vários anos de convulsões", tendo enaltecido o desempenho do primeiro-ministro Domingos Simões Pereira.

Este por sua vez reconheceu que os dois países estão a criar "as sinergias necessárias para uma parceira estratégica" onde o setor privado "terá uma palavra a dizer. Objetivamente temos que reconhecer que nós temos um trabalho a realizar", defendeu Domingos Simões Pereira, para quem o "caminho começou a ser feito" através da criação de mecanismos que vão materializar as intenções.

Como forma de reconhecer e agradecer a contribuição dos guineenses no processo da independência da Guiné-Bissau, aliás, motivo principal da visita, o primeiro-ministro de Cabo Verde disse que decidiu oferecer medicamentos à pediatria do Hospital Simão Mendes, de Bissau.

FONTE: Ditadura do Consenso

sexta-feira, 17 de julho de 2015

PM de Cabo Verde anuncia fundo directo para apoio à reforma militar na Guiné-Bissau


O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, anunciou hoje que o país vai apoiar a reforma do sector da Defesa e Segurança da Guiné-Bissau com um fundo direto. Cabo Verde vai “ajudar a Guiné-Bissau no processo de reforma do sector militar através de um fundo direto para as autoridades”, referiu.
O líder do Governo cabo-verdiano falava no início de uma visita oficial de quatro dias a Bissau, depois de depositar uma coroa de flores no mausoléu de Amílcar Cabral, fundador da luta pela independência dos dois países. As autoridades guineenses criaram este ano um Fundo de Pensão entre outras medidas para renovar as Forças Armadas e manter os militares afastados do poder político – acabando com o historial de golpes militares no país.
Fonte: www.gbissau.com

Guiné Bissau: Primeiro ministro quer inspirar-se no modelo cabo-verdiano

O primeiro-ministro guineense, Domingos Simões Pereira, afirmou que quer se inspirar no modelo cabo-verdiano para promover o desenvolvimento da Guiné-Bissau. Cabo Verde "é um exemplo, o modelo a seguir", observou Simões Pereira, em curtas declarações aos jornalistas, a saída de uma primeira reunião de trabalho entre delegações dos dois países, no âmbito da visita oficial de quatro dias à Guiné-Bissau do primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, hoje iniciada.


Antes da audiência, presenciada pelos membros dos dois governos, Domingos Simões Pereira esteve reunido, a sós, com o seu homólogo cabo-verdiano. O primeiro-ministro guineense aproveitou o encontro com José Maria Neves para felicitar o povo cabo-verdiano pelos 40 anos da independência das ilhas e ainda para enaltecer "as realizações concretas" em curso em Cabo Verde.

"Endereçamos as nossas felicitações pelos 40 anos da independência num momento em que Cabo Verde conhece ganhos e realizações concretas que nos fazem pensar que realmente é possível" concretizar o desenvolvimento, observou Domingos Simões Pereira.

Por sua vez, o primeiro-ministro cabo-verdiano afirmou ser "sempre com orgulho" que visita a Guiné-Bissau para agradecer "o grande contributo" dos guineenses no processo da independência de Cabo Verde. Os dois dirigentes esperam concretizar um conjunto de ideias para a cooperação política, económica e empresarial, em prol dos dois países e povos. Lusa

FONTE: Ditadura do Consenso

Primeiro-Ministro de Cabo Verde recomenda "diálogo interno" na Guiné-Bissau


O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, considerou hoje importante que haja "diálogo interno" na Guiné-Bissau para consolidar os progressos conquistados no último ano. "A Guiné-Bissau goza de um grande prestígio internacional pela forma como concluiu o processo de transição e realizou a mesa redonda [de doadores]. É preciso consolidar tudo isso através de um processo de diálogo interno", referiu.

O líder do Governo cabo-verdiano falava hoje no início de uma visita oficial de quatro dias a Bissau, ao depositar uma coroa de flores no mausoléu de Amílcar Cabral, fundador da luta pela independência. O Governo e Presidente guineenses, eleitos há um ano, puseram fim ao período de transição que sucedeu ao golpe de Estado de 2012.

A 25 de março, as novas autoridades realizaram um encontro de doadores em Bruxelas que permitiu mobilizar mais de mil milhões de euros de intenções de apoio da comunidade internacional. "Cabo Verde estará ao lado da Guiné-Bissau e das autoridades guineenses", acrescentou José Maria Neves, que considerou que a visita que está a realizar ao país "é o reconhecimento do que a Guiné-Bissau fez para a independência de Cabo Verde".

O líder do Governo cabo-verdiano chegou a Bissau cerca da 01:00 local (02:00 em Portugal) para uma visita que visa sobretudo reforçar as relações económico-empresariais bilaterais nas áreas do Turismo, Transportes Aéreos e Marítimos, Pescas, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação.

FONTE: Ditadura do Consenso

Primeiro Ministro de Cabo Verde ja se encontra em Guiné

quinta-feira, 16 de julho de 2015

PM José Maria Neves, de Cabo Verde, visita Guiné Bissau


O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, faz a partir desta quinta-feira, 16, uma visita de quatro dias à Guiné Bissau. Vai a convite do homólogo guineense, Domingos Simões Pereira. As relações de cooperação, sobretudo nos planos económico e empresarial estarão em cima da mesa.
Os sectores do turismo; transportes aéreos e marítimos; pescas; formação profissional; ensino superior, ciência e inovação serão os grandes alvos da comitiva cabo-verdiana, que a partir desta quinta-feira vai estar na Guiné Bissau, a acompanhar José Maria Neves. A reforma do Estado, modernização da Administração Pública e da Previdência Social daquele país serão igualmente domínios nos quais Cabo Verde quer cooperar com o país irmão.
Durante esta visita, José Maria Neves manterá encontros com altas personalidades, nomeadamente governantes, líderes políticos, sociedade civil e chefes religiosos. Ainda profere uma palestra versando o tema “ Agenda de Transformação de Cabo Verde”, segundo nota enviada ao Asemanaonline.
O primeiro-ministro de Cabo Verde faz-se acompanhar de uma importante delegação, nomeadamente da Ministra do Turismo, Investimentos e Desenvolvimento Empresarial, Leonesa Fortes, responsáveis de várias instituições e de empresários.
De realçar que a visita de José Maria Neves estava agendada para inícios de Junho do corrente mas foi cancelada por questões de agenda da Guiné Bissau.
FONTE:wwwgbissau.com

terça-feira, 14 de julho de 2015

Guiné-Bissau: Mais de 200 pessoas em posse ilegal de armas de fogo


No âmbito do processo cadastro de armas levado a cabo no final do mês de Maio pelo Estado Maior General das Forças Armadas, o Ministério da Defesa Nacional, registou na capital 201 armas de fogo de diferentes tipos em situação ilegal.
A notícia foi avançada na última edição do jornal militar guineense “O Defensor”, que a PNN consultou. 

De acordo com o semanário, citando a Divisão de Armamento, Técnica e Munições do Estado Maior General das Forças Armadas, entre as referidas armas registadas, das quais espingardas automáticas AKM, pistolas Mauser, espingardas semiautomáticas G3 e pistolas TT, algumas pertenciam a civis, militares, antigos combatentes e deputados.

O mesmo jornal militar guineense informa também que, de acordo com Estêvão Mendes Chefe Adjunto da Divisão de Armamento, Técnica e Munições do Estado Maior General das Forças Armadas, brevemente as forcas armadas, em colaboração com as forças de ordem, vão levar a cabo uma operação conjunta de controlo das armas que ainda possam estar na posse de outras pessoas sem conhecimento das autoridades.

Desde o conflito armado de 1998, vários civis e militares ainda têm em sua posse armas de fogo, não sendo possível contabilizar os casos, porém algumas destas armas foram utilizadas acções criminais cujos autores ainda não foram responsabilizados.

FONTE: Bissau digital