terça-feira, 12 de março de 2013

Professores da Guiné-Bissau terminam greve

Professores da Guiné-Bissau terminam greve
Os professores das escolas públicas da Guiné-Bissau retomaram esta segunda-feira as aulas após três semanas de greve, que levantaram mediante o pagamento de um dos quatro meses de salários em atraso, disse o sindicalista Luís Nancassa.
 
Segundo Nancassa, presidente do Sindicato Nacional dos Professores (Sinaprof) da Guiné-Bissau, o Governo comprometeu-se a pagar um mês de salário - dos quatro em atraso -, dar início ao processo de efectivação dos professores do novo ingresso e ainda a mudança de letras na folha do pagamento.
Estas são as três reivindicações que os dois sindicatos dos professores guineenses consideram inegociáveis dos 11 pontos constantes no caderno reivindicativo apresentado no início da greve, que deveria durar 30 dias.
 
Após a mediação do Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, que juntou o Governo e os sindicatos à mesma mesa, os professores decidiram retomar as aulas como forma de "evitar que o ano lectivo venha a ser anulado", observou o presidente do Sinaprof.  "Peço aos professores que compreendam os sindicatos, estamos a fazer no mínimo o que podemos, porque também não podemos andar à paulada com o Governo. Insistimos, mas o Governo continua irredutível na sua postura de demonstração de falta de sensibilidade para com os professores", afirmou Luís Nancassa.
 
"Apelo aos professores para que voltem às salas de aulas a partir de hoje para que não ponhamos o ano lectivo em causa", insistiu o sindicalista. As aulas recomeçaram, mas a meio gás, sobretudo nas escolas de Bissau, situação que é recorrente de cada vez que há o levantamento da greve dos professores. Nos primeiros dias do recomeço das aulas os alunos e alguns professores não costumam comparecer nas escolas.
 
FONTE: Novas da Guiné Bissau

Guiné Bissau: Tribunal militar julga Pansau Ntchama

Pela primeira vez nos últimos 14 anos, na Guiné-Bissau, o Tribunal militar inicia o processo de julgamento do Capitão Pansau Ntchama, esta terça-feira, 12 de Março. Pansau Ntchama foi detido a 27 de Outubro de 2012, sob a acusação de atentado contra o Estado e ataque à força de elite em Bissau. A sessão de julgamento tem lugar no Salão do Clube Desportivo das Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP).
 
FONTE: Novas da Guiné Bissau

domingo, 10 de março de 2013

Guiné Bissau: Movimento da Sociedade Civil da Guiné-Bissau discute instabilidade com os militares

O Movimento da Sociedade Civil da Guiné-Bissau organiza a partir de hoje e até dia 15 encontros com os militares para falar das causas da instabilidade no país, disse à Lusa Mamadu Quetá, vice-presidente da organização. De acordo com Mamadu Quetá, que é também o porta-voz do Movimento da Sociedade Civil guineense (plataforma que congrega mais de cem organizações), pretende-se juntar na mesma sala os militares, os políticos, os líderes religiosos e tradicionais, a juventude e as mulheres para falarem "olhos nos olhos das causas da instabilidade" no país.
 
"Depois de várias situações de conflito que o país conheceu, onde os principais protagonistas foram os militares, há uma desconfiança visível da sociedade civil em relação aos militares. É preciso reverter isso na base do diálogo e concertação permanente", defendeu Quetá.  A ideia, adiantou o porta-voz do Movimento da Sociedade Civil, "é pôr toda a gente a explicar na sua perspetiva quem é o responsável pela instabilidade", mas sempre "num clima de respeito".
 
"Alguns apontam os militares e outros os políticos como responsáveis pela instabilidade e numa mesa vai-se discutir isso de forma franca", observou, assinalando que a iniciativa, patrocinada pelo Presidente de transição, Serifo Nhamadjo, visa dar uma nova imagem do país. "Estamos a trabalhar para a emergência de cultura de paz no país e desta forma criar um clima de confiança entre os militares e a sociedade civil", defendeu o porta-voz do movimento.
 
Os encontros, que devem ser iniciados hoje na cidade de Buba, sul do país, vão decorrer também em Mansoa, Bafatá e Bissau. As conclusões serão remetidas às autoridades do país, aos líderes políticos e aos representantes das instituições da comunidade internacional, afirmou Mamadu Quetá.
 
FONTE: Novas da Guiné Bissau

Guiné Bissau: José Mário Vaz, «JOMAV», define «felicidade do povo» como razão da sua candidatura ao PAIGC

José Mário Vaz, «JOMAV», ex-ministro das Finanças, defendeu que o objectivo da sua candidatura à liderança do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), visa «dar felicidade» ao povo guineense. «Sou feliz, vivo feliz, porque é que não posso partilhar esta felicidade com outras pessoas? Gostaria que fosse mesmo extensível a todos», referiu o candidato à liderança do PAIGC.
Em conferência de imprensa, realizada a 7 de Março, em Bissau, José Mário Vaz anunciou publicamente a sua intenção de se candidatar a Presidente da maior formação política do país. Na ocasião, disse acreditar nos seus apoiantes e, consequentemente, na sua eleição. O antigo ministro manifestou a sua vontade de continuar ao serviço da Guiné-Bissau, reconhecendo o desafio que espera pela frente na disputa com outros candidatos, tendo sublinhado que existem grandes desafios, nomeadamente a organização interna do partido e o crescimento da economia da Guiné-Bissau, bem como o combate ao desemprego nas camadas jovens.

«Se não houver reconciliação na família PAIGC, vamos ter problemas sérios. Cada um de nós deve contribuir para esta reconciliação», apelou o candidato. José Mário Vaz mencionou também algumas situações que deverão ser resolvidas para a afirmação do PAIGC, que passam pela reconciliação da base do partido com os responsáveis máximos, pela situação financeira e pelo consequente desenvolvimento do país: «A base e o topo não falam a mesma linguagem».

A situação económica do país, a sua passagem pela Presidência da Câmara Municipal de Bissau e pelo Ministério das Finanças, mereceram igualmente destaque por parte de JOMAV. Relativamente ao funcionamento da Administração Pública, JOMAV classificou o Estado guineense como «atrevido», que desconhece a sua área de atuação. «O Estado da Guiné-Bissau não conhece o seu lugar, é desorganizado e incompetente», referiu.
No mesmo encontro com a imprensa JOMAV afirmou que, em caso de derrota, vai aceitar os resultados da votação, tendo lembrado que as situações de género têm gerado polémica em ocasiões semelhantes.

ULTIMA HORA: Estamos juntos.

Graça e paz amados amigos e leitores!
 
Pedimos as nossas sinceras desculpas por não postagem com frequência no nosso blog nestes últimos dias. Desde a nossa chegada a Guiné Bissau temos encontrado dificuldade para postar com mais rapidez assim como fazíamos no brasil. Mas acreditamos que logo-logo será resolvido.
 
Acredite juntos mudaremos a história da Guiné Bissau, pois juntos somos mais fortes de que individualmente.
 
N´na Ordidja


sábado, 2 de março de 2013

Durão Barroso pede regresso à normalidade constitucional na Guiné-Bissau, em mensagem lida em Díli

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, pediu hoje, numa mensagem lida em Timor-Leste, à Guiné-Bissau para regressar à normalidade constitucional com um relacionamento entre civis e militares que obedeça aos princípios democráticos. A mensagem de Durão Barroso foi lida pela representante da União Europeia Sylvie Tabesse, na sessão de encerramento da nona reunião dos ordenadores nacionais do Programa Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), Timor-Leste e União Europeia.
 

CEDEAO sugere eleições na Guiné-Bissau até final do ano, diz PR de transição

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) considera que a Guiné-Bissau deve de criar condições para realizar eleições gerais até ao fim do ano, disse hoje o Presidente de transição guineense. Serifo Nhamadjo falava aos jornalistas no regresso de uma cimeira que juntou na Costa do Marfim os líderes dos países da CEDEAO, um encontro que debateu especialmente as crises no Mali e na Guiné-Bissau.
 
Segundo o Presidente de transição trata-se de “uma data indicativa mas condicionada com a agenda interna”. Os guineenses, disse, “têm de ser corresponsabilizados a apresentar uma data realista, não muito asfixiante e não muito dilatada, uma data no meio-termo que esteja fundamentada e sobretudo consensual”. Nas últimas semanas tem sido discutida na Guiné-Bissau uma data para realizar eleições, na sequência do golpe de Estado de abril de 2012, visto que já não é possível realizar eleições em abril deste ano, como estava previsto. Entre os vários intervenientes do processo surgiram propostas que vão de seis meses a três anos.
 
Serifo Nhamadjo disse que na cimeira resumiu o que tem sido feito na Guiné-Bissau e que os líderes da comunidade regional elogiaram os esforços e “incentivaram a que haja maior inclusão”, quer nos debates quer nas “atividades de transição”. Foi-lhe proposto, disse, que apresentasse uma agenda de transição à Assembleia Nacional Popular (ANP), para que seja ratificada e depois submetida à comunidade internacional.
 
Segundo Nhamadjo, há propostas sobre o que tem de ser feito mas falta agora, durante o mês de março, concluir o processo “com datas precisas”. “O Presidente da República está a pilotar um processo nacional, que será depois submetido ao órgão legislativo que é a ANP. Não é o Presidente a fazer uma agenda, é juntar esforços nacionais para apresentação na instituição legisladora que é a ANP, para a validar”, afirmou. Esta semana a ANP e o governo entraram em rota de colisão, com o presidente do Parlamento a acusar o governo de dirigir o país sem orçamento e sem programa, tendo já gastado milhões de euros sem controlo, e de “não estar a fazer nada”.
 
O Presidente de transição no entanto minimizou a questão, afirmando que o exercício democrático permite que cada um dê a sua opinião. “Acredito que será encontrada uma solução porque estamos num exercício democrático. O Parlamento terá de fazer o seu trabalho, o governo o dele. E se um fiscaliza o outro sempre haverá essas pequenas incompreensões”, afirmou. Serifo Nhamadjo disse ainda aos jornalistas que no âmbito da cimeira se encontrou com o secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Murade Murargy.
 
“Acredito que com o espírito aberto do novo secretário executivo e com a situação atual interna do país podemos reunir os consensos necessários na comunidade internacional para que apoiem os esforços internos da Guiné-Bissau. Esse é o pressentimento e a vontade que constatei”, disse. Serifo disse ter pedido na cimeira da CEDEAO que a comunidade internacional falasse “a uma só voz”. “A Guiné-Bissau não merece ser palco de gladiadores. Queremos que venham ajudar a gerir esta crise. A Guiné-Bissau sempre geriu mal as suas crises e quero que aproveitemos essa desgraça para a transformar em oportunidade para resolver os problemas”, disse.

FONTE: www.gbissau.com (Lusa, 28 de Fevereiro de 2013)