segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau, com défice de quase tudo – documento


Ilha da Caravela, Guiné-Bissau
As estruturas de Saúde e de Educação e a presença do Estado no arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau, ou são insuficientes ou inexistentes, de acordo com um documento hoje divulgado por deputados eleitos pela região. Os deputados eleitos pelo círculo Bolama-Bijagós deram hoje uma conferência de imprensa em Bissau, na qual exigiram do Estado da Guiné-Bissau um maior empenho no caso do naufrágio de uma piroga, no mês passado, do qual resultou a morte de mais de 30 pessoas.
O arquipélago dos Bijagós, com uma superfície de 10 mil quilómetros quadrados, é constituído por 88 ilhas e ilhéus mas só 22 são habitadas permanentemente por cerca de 35 mil pessoas. De acordo com o documento, desde a independência que o Estado da Guiné-Bissau tem investido “muito pouco” para o desenvolvimento das ilhas e parceiros internacionais do país como diversas agências da ONU não atuam na região.
Apesar das potencialidades em áreas como a pesca ou o turismo, nas ilhas faltam escolas, centros de saúde, oportunidades de formação e trabalho para os jovens, meios de comunicação e meios para controlar a migração clandestina, segundo o documento de diagnóstico. No arquipélago, acrescenta, as infraestruturas do Estado estão degradadas, as principais redes rodoviárias estão “em ruína” e falta energia elétrica, para não falar da falta de tribunais, e da “ausência de autoridade de Estado em várias ilhas, sobretudo no setor de Caravela e Uno”.
FOTE: www.gbissau.com

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